Arquivo da Categoria ‘Educação’
Educar um Filho: Trabalho de Hércules?

Dos doze trabalhos atribuÃdos a Hércules, o primeiro manter o leão de Neméia poderia ser substituÃdo por educar um filho nos dias de hoje e numa cidade grande.
Â
São tantas as vicissitudes, os conflitos e também as alegrias que, ao assumir o papel de pai ou mãe, fecham-se as portas do purgatório. Ao ter um filho, “perde-se o direito de se aposentar do papel de pais”. (Tânia Zagury, educadora carioca)
Â
Ser pai ou ser mãe é:
Â
- Impor limites. Ter autoridade, sem ser autoritário, para não sucumbir à tirania do filho. A autoridade quando exercida com equilÃbrio é uma manifestação de afeto e traz segurança. São pertinentes as palavras de Marilda Lipp, doutora em Psicologia em Campinas: “O comportamento frouxo não faz com que a criança ame mais os pais. Ao contrário, ela os amará menos, porque começará a perceber que eles não lhe deram estrutura, se sentirá menos segura, menos protegida para a vida. Quando os pais deixam de punir convenientemente os filhos, muitas vezes pensam que estão sendo liberais. Mas, a única coisa que eles estão sendo é irresponsáveis”.
Â
- Transmitir valores: O filho precisa de um projeto de vida. Desde pequeno é importante o desenvolvimento de valores intrapessoais, como Ética, Cidadania, Solidariedade, Respeito ao Meio Ambiente, Auto-Estima, ensejando adultos flexÃveis e versáteis, que saibam resolver problemas, que estejam abertos ao diálogo, à s mudanças e à s novas tecnologias.
Â
- Valorizar a escola e o estudo. Os educadores erram sim! E os pais também! Pequenas divergências entre a Escola e a FamÃlia são aceitáveis e, quiçá, salutares, uma vez que educar é conviver com erros e acertos. O filho precisa desenvolver a tolerância, a ponderação, preparando-se para uma vida na qual os conflitos são inevitáveis. No entanto, na essência, deve haver entendimento entre pais e educadores. O filho é como um pássaro que dá os primeiros vôos. FamÃlia é Escola são como duas asas: se não tiverem a mesma cadência, não haverá uma boa direção para o nosso querido educando.
Â
- Dar segurança do seu amor. Importa mais a qualidade do afeto que a quantidade de tempo disponÃvel ao filho. Nutri-lo afetivamente, pois a presença negligente é danosa para o relacionamento. A paternidade responsável é uma missão e um dever a que não se pode furtar. No entanto, vêem-se filhos órfãos de pais vivos. A vida profissional, apesar de suas elevadas exigências, pode muito bem ser ajustada a uma vida particular equilibrada.
Â
- Dedicar respeito e cordialidade ao filho. Tratá-lo-emos com a mesma urbanidade com que tratamos nossos amigos, imprimindo um pouco de nós, pelo diálogo franco e adequado à idade.
Â
- Permitir que gradativamente o filho resolva sozinho as situações adversas. A psicóloga Maria Estela E. Amaral Santos é enfática: – “Um filho superprotegido possivelmente será um adulto inseguro, indeciso, dependente, que sempre necessitará de alguém para apoiá-lo nas decisões, nas escolhas, já que a ele foi podado o direito de agir sozinho”. O caminho da evolução pessoal não é plano e nem pavimentado. Ao contrário, permeado de pedras e obstáculos, que são as adversidades, as frustrações, as desilusões, etc. Da superação das dificuldades advém alegrias e destarte aprimora-se a autoconfiança para novos embates. Há momentos em que os pais devem ser dispensáveis. Ao filho – usando uma feliz expressão da psicóloga LÃdia Weber, UFPR “devemos dar-lhe raÃzes e dar-lhe asas”.
Â
- Consentir que haja carências materiais. Cobrir o filho de todas as vontades (brinquedos, roupas passeios, conforto, etc.) é uma imprevidência. Até quando vão perdurar essas facilidades? Disponibilizamos prioritariamente aquilo que não tivemos em nossa infância. Mas cabe a pergunta: estamos lhe dando aquilo que efetivamente tivemos e fomos felizes por isso?
Â
- Conceder tempo para ser criança (ou adolescente). Não se deve sobrecarregar o filho com agenda de executivo: esportes, lÃnguas, música, excesso de lições, atividades sociais, etc. Se queimarmos etapas de seu desenvolvimento, ele será um adulto desprovido de equilÃbrio emocional. Nosso filho precisa brincar, partilhar, conviver com os amigos, desenvolvendo assim as faculdades psicomotoras e a sociabilização.
Â
- Desenvolver bons hábitos alimentares e exercÃcios fÃsicos. A saúde é um dos principais legados e não se pode descurar. Nosso filho será uma criança e um adulto saudável pela prática regular de esportes e pela ingestão diária de proteÃnas, frutas, verduras, legumes e muita água. Não esquecer o sol nos horários recomendados. Tais hábitos promovem o bem estar, a auto-estima e a boa disposição para a vida.
Â
- Convencer o filho a assumir tarefas no lar. Certamente haverá resistência. Mas, ele deve ter responsabilidades em casa; assumindo algumas tarefas domésticas, como limpar o tênis, fazer compras, lavar a louça, tirar ou colocar a mesa, etc. E indispensável que tenha hábitos de higiene e mantenha arrumado o seu quarto.
Â
Teria Hércules sido bem sucedido? Em meio a tantas vicissitudes do mundo moderno, você pai, você mãe e eu chegamos, talvez, a um consenso: educar bem um filho corresponde não a um, mas aos doze trabalhos atribuÃdos ao nosso herói mitológico. Mas vale a pena!
Â
O filho não vem ao mundo acompanhado de um manual de instruções e nem tampouco lhe será concedido um certificado de garantia. Isto posto, educar é conviver com erros e acertos. Mais acertos, proporcionalmente ao diálogo e à ternura.Â
Â
Autor: Joacir J. Venturi
Professor e diretor de escola
OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL
OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL
I – Nunca irritar-se ao mesmo tempo
II – Nunca gritar um com o outro
III – Se alguém deve ganhar a discussão, deixar que seja o outro
IV – Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
V – Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
VI – A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
VII – Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
VIII – Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
IX – Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
X – Quando um não quer, dois não brigam
O AMOR APROXIMA, MAS A RAZÃO DECIDE. AMAR É DECISÃO
_
Dentro De Mim Mora Uma Canção
De Mim Mora Uma Canção
Augusto Cezar (Banda DOM)
DENTRO DE MIM MORA UMA CANÇÃO narra a história de Augusto Cezar e,paralelamente, a da Banda Dom. Portador de deficiência fÃsica o autor conta sua trajetória de vida: seus medos, anseios, dificuldades e vitórias. Fala de sua infância, da separação dos pais, da conquista do primeiro amor, da carreira, do casamento e, claro, do caminho que vem trilhando ao lado de Filipe e Fred na evangelização pela música. Que as linhas deste livro possam tocar os corações, assim como eles fazem com os acordes de seus violões.
Sobre o autor
Músico e professor. Carioca, passou parte de sua infância e adolescência no Rio Grande do Sul. Começou tocando violão na Igreja, aos 15 anos. Há uma década, ao lado dos amigos Fred e Filipe, formou a Banda Dom que já está lançando seu 3º CD. Dentre as canções mais conhecidas do grupo está ‘Tudo é do Pai’. Fez do seu hobby de ler (especialmente ‘quadrinhos’) uma nova atividade: a de escritor.
Onde comprar:
Site da Palavra e Prece
Site da Mãe da Igreja
Video de divulgação (Youtube):
Fonte: Banda Dom
___
10 Mandamentos para a Paz na FamÃlia
Â
10 Mandamentos para a Paz na FamÃlia
Â
Â
 1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.
Â
 2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua famÃlia e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.
Â
3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua famÃlia, pois, a criança aprende brincando, e a diversão aproxima as pessoas.
Â
4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.
Â
5. Participe com sua famÃlia da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivem a violência.
Â
6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difÃceis, buscando em tudo o seu lado positivo.
Â
7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.
Â
8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.
Â
9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.
Â
10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.
Â
Â
Gabriel Chalita
Â

