Archive for junho, 2010
Agradecimento a Vida
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.
Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento. Mas a gente não sabe adivinhar.
A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosas. Perdemos dias, Ã s vezes anos.
Nos calamos quando deverÃamos falar; falamos demais quando deverÃamos ficar em silêncio.
Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.
Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.
Cercas ou Pontes?
Â
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras rÃspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
Â
- Estou procurando trabalho, disse ele. Talvez você tenha algum serviço para mim.
Â
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho. Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
Â
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
Eternamente Pai… eternamente filhos!
Â
…os ventos secos, somados a exposição constante aos raios intensos de sol, ressecaram sua pele proporcionando-lhe aspereza e amadurecimento no olhar…
A solidez das ferramentas que usava, atribuiu à s suas mãos camadas mais espessas de uma pele resistente…
O amadurecimento precoce com a perda de seu pai, tornou-lhe mais capaz e responsável diante dos compromissos assumidos…
A experiência de suas seis décadas de vida, tornou-lhe mais sereno e pacato…
Sua fé e dedicação ao bem, fizeram-lhe um pacificador…
Sua humildade, transformou-lhe num grande homem…
Sua riqueza de caráter e honestidade, deixou como herança dividida entre seus filhos…
Sua vida foi um humilde exemplo e merece ser elogiado com carinho!
Se eu conseguir construir metade do que construiu serei sem dúvidas um grande homem!
Que as bênçãos dos Céus possam encher seu EspÃrito de luz, e que esta possa refletir em nossos(seus filhos) caminhos…
Tento ser hoje o que foi um dia, se eu conseguir, meu filho e minha esposa serão seres extremamente felizes e completos!
Tive ao seu lado dezessete anos de formação, espero conseguir praticar tudo que aprendi e apreendi…
Pois para mim foi creche, escola, colégio e universidade!
Sou o que sou graças ao que me ensinou juntamente com a minha Mãe!
Dezenove de abril de 1934, nasceu o chefe de uma grande famÃlia, exemplo de vida para seus filhos, grande empreendedor, agricultor, escultor, poeta e acima de tudo, Â meu Pai!
Â
  Leandro Abreu
 19/04/2007
Â
Amabilidade
Existe uma coisa difÃcil de ser ensinada, cultivada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara atualmente: a amabilidade.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
Ela poderia nos acompanhar da primeira hora da manhã até a hora de dormir e se manifestar nas situações mais corriqueiras da nossa vida. Em especial, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
Falo de uma bondade desobrigada, gratuita…
