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"Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória."

Homenagem do Blog a José Saramago

Cultura é vida, pratique!
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"Estou sempre alegre - essa é a maneira de resolver os problemas da vida."
Charles Chaplin

"O cão não é um bom cão se late muito."
Chuang-Tzu

"A melhor maneira de Tornar as crianças boas, é torná-las felizes". Oscar Wilde

"Não perca a força e o sonho, não deixe nunca de acreditar" Rosa de Saron

"Não devemos tentar nos livrar do sofrimento a qualquer custo, pois ele servirá de ponte, tendo a medida exata para alcançarmos novos caminhos."
Autor: (Maria Salete & Wilma Ruggeri)

"O que realmente importa não são quantos amigos a gente tem, mas sim o momento em que passamos a ser importantes pra eles."

Uma frase:
"É o bem que se faz... que nos faz bem."
Walter Grando

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Educar um Filho: Trabalho de Hércules?

educar

Dos doze trabalhos atribuídos a Hércules, o primeiro manter o leão de Neméia poderia ser substituído por educar um filho nos dias de hoje e numa cidade grande.

 

São tantas as vicissitudes, os conflitos e também as alegrias que, ao assumir o papel de pai ou mãe, fecham-se as portas do purgatório. Ao ter um filho, “perde-se o direito de se aposentar do papel de pais”. (Tânia Zagury, educadora carioca)

 

Ser pai ou ser mãe é:

 

  • Impor limites. Ter autoridade, sem ser autoritário, para não sucumbir à tirania do filho. A autoridade quando exercida com equilíbrio é uma manifestação de afeto e traz segurança. São pertinentes as palavras de Marilda Lipp, doutora em Psicologia em Campinas: “O comportamento frouxo não faz com que a criança ame mais os pais. Ao contrário, ela os amará menos, porque começará a perceber que eles não lhe deram estrutura, se sentirá menos segura, menos protegida para a vida. Quando os pais deixam de punir convenientemente os filhos, muitas vezes pensam que estão sendo liberais. Mas, a única coisa que eles estão sendo é irresponsáveis”.

 

  • Transmitir valores: O filho precisa de um projeto de vida. Desde pequeno é importante o desenvolvimento de valores intrapessoais, como Ética, Cidadania, Solidariedade, Respeito ao Meio Ambiente, Auto-Estima, ensejando adultos flexíveis e versáteis, que saibam resolver problemas, que estejam abertos ao diálogo, às mudanças e às novas tecnologias.

 

  • Valorizar a escola e o estudo. Os educadores erram sim! E os pais também! Pequenas divergências entre a Escola e a Família são aceitáveis e, quiçá, salutares, uma vez que educar é conviver com erros e acertos. O filho precisa desenvolver a tolerância, a ponderação, preparando-se para uma vida na qual os conflitos são inevitáveis. No entanto, na essência, deve haver entendimento entre pais e educadores. O filho é como um pássaro que dá os primeiros vôos. Família é Escola são como duas asas: se não tiverem a mesma cadência, não haverá uma boa direção para o nosso querido educando.

 

  • Dar segurança do seu amor. Importa mais a qualidade do afeto que a quantidade de tempo disponível ao filho. Nutri-lo afetivamente, pois a presença negligente é danosa para o relacionamento. A paternidade responsável é uma missão e um dever a que não se pode furtar. No entanto, vêem-se filhos órfãos de pais vivos. A vida profissional, apesar de suas elevadas exigências, pode muito bem ser ajustada a uma vida particular equilibrada.

 

  • Dedicar respeito e cordialidade ao filho. Tratá-lo-emos com a mesma urbanidade com que tratamos nossos amigos, imprimindo um pouco de nós, pelo diálogo franco e adequado à idade.

 

  • Permitir que gradativamente o filho resolva sozinho as situações adversas. A psicóloga Maria Estela E. Amaral Santos é enfática: – “Um filho superprotegido possivelmente será um adulto inseguro, indeciso, dependente, que sempre necessitará de alguém para apoiá-lo nas decisões, nas escolhas, já que a ele foi podado o direito de agir sozinho”. O caminho da evolução pessoal não é plano e nem pavimentado. Ao contrário, permeado de pedras e obstáculos, que são as adversidades, as frustrações, as desilusões, etc. Da superação das dificuldades advém alegrias e destarte aprimora-se a autoconfiança para novos embates. Há momentos em que os pais devem ser dispensáveis. Ao filho – usando uma feliz expressão da psicóloga Lídia Weber, UFPR “devemos dar-lhe raízes e dar-lhe asas”.

 

  • Consentir que haja carências materiais. Cobrir o filho de todas as vontades (brinquedos, roupas passeios, conforto, etc.) é uma imprevidência. Até quando vão perdurar essas facilidades? Disponibilizamos prioritariamente aquilo que não tivemos em nossa infância. Mas cabe a pergunta: estamos lhe dando aquilo que efetivamente tivemos e fomos felizes por isso?

 

  • Conceder tempo para ser criança (ou adolescente). Não se deve sobrecarregar o filho com agenda de executivo: esportes, línguas, música, excesso de lições, atividades sociais, etc. Se queimarmos etapas de seu desenvolvimento, ele será um adulto desprovido de equilíbrio emocional. Nosso filho precisa brincar, partilhar, conviver com os amigos, desenvolvendo assim as faculdades psicomotoras e a sociabilização.

 

  • Desenvolver bons hábitos alimentares e exercícios físicos. A saúde é um dos principais legados e não se pode descurar. Nosso filho será uma criança e um adulto saudável pela prática regular de esportes e pela ingestão diária de proteínas, frutas, verduras, legumes e muita água. Não esquecer o sol nos horários recomendados. Tais hábitos promovem o bem estar, a auto-estima e a boa disposição para a vida.

 

  • Convencer o filho a assumir tarefas no lar. Certamente haverá resistência. Mas, ele deve ter responsabilidades em casa; assumindo algumas tarefas domésticas, como limpar o tênis, fazer compras, lavar a louça, tirar ou colocar a mesa, etc. E indispensável que tenha hábitos de higiene e mantenha arrumado o seu quarto.

 

Teria Hércules sido bem sucedido? Em meio a tantas vicissitudes do mundo moderno, você pai, você mãe e eu chegamos, talvez, a um consenso: educar bem um filho corresponde não a um, mas aos doze trabalhos atribuídos ao nosso herói mitológico. Mas vale a pena!

 

O filho não vem ao mundo acompanhado de um manual de instruções e nem tampouco lhe será concedido um certificado de garantia. Isto posto, educar é conviver com erros e acertos. Mais acertos, proporcionalmente ao diálogo e à ternura. 

 

Autor: Joacir J. Venturi

Professor e diretor de escola

Dentro De Mim Mora Uma Canção

Dentro de mim mora uma canção

De Mim Mora Uma Canção
Augusto Cezar (Banda DOM)

DENTRO DE MIM MORA UMA CANÇÃO narra a história de Augusto Cezar e,paralelamente, a da Banda Dom. Portador de deficiência física o autor conta sua trajetória de vida: seus medos, anseios, dificuldades e vitórias. Fala de sua infância, da separação dos pais, da conquista do primeiro amor, da carreira, do casamento e, claro, do caminho que vem trilhando ao lado de Filipe e Fred na evangelização pela música. Que as linhas deste livro possam tocar os corações, assim como eles fazem com os acordes de seus violões.

Sobre o autor
Músico e professor. Carioca, passou parte de sua infância e adolescência no Rio Grande do Sul. Começou tocando violão na Igreja, aos 15 anos. Há uma década, ao lado dos amigos Fred e Filipe, formou a Banda Dom que já está lançando seu 3º CD. Dentre as canções mais conhecidas do grupo está ‘Tudo é do Pai’. Fez do seu hobby de ler (especialmente ‘quadrinhos’) uma nova atividade: a de escritor.

Onde comprar:

Site da Palavra e Prece

Site da Mãe da Igreja

Video de divulgação (Youtube):

Fonte: Banda Dom

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10 Mandamentos para a Paz na Família

 
Um legado de Zilda Arns 
 

 

10 Mandamentos para a Paz na Família

 

 

 1. Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.

 

 2. Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.

 

3. Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois, a criança aprende brincando, e a diversão aproxima as pessoas.

 

4. Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.

 

5. Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivem a violência.

 

6. Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.

 

7. Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que os outros têm para dizer.

 

8. Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

 

9. Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.

 

10. Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

 

 

Gabriel Chalita

Blog Gabriel Chalita

 

Educar para quê? Para quem? Para onde?

Pensando em educação de filhos, relembrei uma narrativa histórica escrita em um diário de uma senhora católica, mãe de dez filhos, que sentiu necessidade de derramar seu coração nos seus escritos, falando sobre sua trajetória neste “pobre exílio”. Este relato a respeito de um de seus filhos que faleceu de tétano, aos oito anos de idade impressionou-me profundamente, pelos tesouros cristãos valiosos que contém.

Refletiremos sobre este tema em dois artigos, a fim de extrair da referida narrativa aquilo que de precioso possui, e que se aplica ao nosso tempo, para a edificação de famílias profundamente cristãs, a fim de que sejam celeiros de pessoas felizes e santas.

Fiz questão de transcrever na íntegra alguns trechos que seguem abaixo. Acompanhando cada trecho, sinalizamos a percepção de alguns valores importantes para a família cristã em nossos dias, a fim de ajudar-nos a rever o percurso que temos feito como família, neste tempo de pós-modernidade.

Parecem escritos de um século distante, mais precisamente, 1933… No entanto, não está tão longe de nós! Neste tempo, as famílias católicas respiravam mais fortemente um clima de fé e de valores que exalavam perfume de céu! Meu Deus!

“Lúcio Flávio: Recordando o curto espaço de tempo em que viveu o meu filho, neste pobre exílio. Na cruz encontro o segredo das grandes consolações e das verdadeiras seguranças. Louvado seja Jesus Cristo!

Nasceu Lúcio Flávio aos dezoito de abril, de 1925, no Engenho Passo da Pátria, no município de Palmares, Pernambuco. Foi o meu quarto filho. O seu nascimento foi muito rápido e feliz. A sofrer fortes cólicas intestinais que o faziam perder os sentidos. E assim continuou por espaço de oito meses.”

Favorecer um ambiente espiritual em casa, expressa a importância que damos a essa área da nossa vida.

“…O bercinho que fora preparado, antes do nascimento, tendo as cores do Sagrado Coração, poucos instantes repousava nele. Quase que foi um objeto inútil.”

A atenção e o respeito pelas pessoas é um dos tesouros a ser resgatado neste tempo de individualismo e indiferença nos relacionamentos.

“Muito novinho mostrou-se muito carinhoso. Tinha quase mania de beijar-nos. E como nem sempre prestávamos atenção, beijava as nossas roupas. Foi necessário repreendê-lo para que deixasse isso. Junto ao papai, com a idade de três anos, ficava por muito tempo a catar a cabeça para fazê-lo dormir. Se o via repousando, procurava que ninguém se aproximasse para não perturbar o seu sono e o fazia por meio de gestos, pois tinha ainda dificuldade de falar, apesar de ter compreensão tão clara.”

Testemunhar aos filhos, com a própria vida, o temor a Deus, leva à consciência de nossa condição de criaturas que devem ao Criador amor, gratidão e reverência, afastando-nos da soberba e da independência de Deus.

“Aos seis anos fez a primeira comunhão. E foi com grande fé que recebeu o pequeno Jesus. Na confissão foi muito escrupuloso. Já depois de ter recebido Nosso Senhor, chegou-se a mim chorando para dizer que tinha esquecido um pecado. O sacerdote que o confessou, Revmo. Frei Inácio, capuchinho, vendo-o assim inquieto, o tranquilizou, ouvindo-o novamente. Disse-me depois: ‘O seu filhinho é um anjo’. Nesse mesmo dia, recebeu o Santo Crisma. Isso aconteceu por ocasião de umas missões pregadas em nosso engenho. Então, ele me disse: ‘ – Mamãe, você me disse que eu ouviria Jesus falar em meu coração, cansei de escutar e não o ouvi.’ Parece que Nosso Senhor não o queria vaidoso.”

Não tinha muito gosto pela oração. Posso mesmo dizer que ele tinha preguiça de rezar. Mas aos sete anos, ele me disse: ‘Mamãe, eu não tenho mais preguiça de rezar.’  No dia do Batismo, recebeu o escapulário do Carmo. A sua roupa do batizado foi branca e nesse dia eu tive a impressão que ele ia fugir para o céu. Foi também consagrado à Santíssima Virgem tendo sido a sua madrinha, minha irmã Stela, que foi para o Carmelo e hoje é religiosa carmelita.”

Incentivar à verdade e à simplicidade no convívio familiar

“A sua consciência era muito delicada. Por duas vezes, tendo visto pessoas pouco decentes não descansou enquanto não me disse. E ele disse à própria pessoa que ela não estava ‘decente’.

Uma vez, tendo adoecido, me chamou: ‘Minha mãe, eu ontem menti, mas já pedi perdão a Nossa Senhora.’ Tranqüilizei-o dizendo: Certamente ela já lhe perdoou.

Aos seis anos, ele já montava muito bem a cavalo e gostava muito desse esporte. Começou a estudar também nesta idade. Não fez muito progresso porque a sua mestra (a própria mãe) não se esforçava. Às vezes, na aula, me tornava muito severa, pois eu queria que o esforço fosse só dele. Ele disse: ‘mamãe, você não me ensina. Deixa essa conversa e cuida de mim’. Eu achava que ele tinha razão, mas não me corrigia.

Um dia, quando eu ia preparar o seu exercício de caligrafia, ele disse: ‘Deixe que eu escrevo a frase’. E escreveu: ‘Maria, você é o meu consolo’.

Outras vezes, ele formava outras frases. Um dia ele escreveu: ‘Eu amo a minha mãe.’

E esta mamãe era tão pouco admiradora deste filho extremoso e ousou lhe dizer: Oh Lúcio, que preguiça é esta? Isso é escrita?” Ele ficou tristezinho e respondeu: “Minha mamãe, eu ia fazer outra frase. É porque eu queria lhe dizer isto. Eu lhe quero tanto bem, minha mãe!

Nunca lhe fiz um carinho espontâneo depois de crescido. Sou pouco afetuosa com todos eles.

De outra vez, ele me pediu para escrever ao irmão que estava no seminário: ‘Iel (abrev. de Manoel), estive muito triste porque mamãe me bota para estudar. Mas ela é muito braba. Aceite o abraço de seu irmão, Lúcio’. Eu apreciava muito esta simplicidade e tratei logo de enviar a carta. Era a pura verdade.

Uma vez, tendo encontrado uma pedrinha parecendo mármore róseo, ele veio me trazer dizendo: ‘Tome mamãe, como uma lembrança minha’. Como eu não tivesse guardado logo, ele disse: ‘Mamãe, você não guardou. Guarde, mamãe. Esse é o meu presente.’

Um dia ele disse: ‘Eu não quero viver sem a minha mamãe. Quero o quê?!…Eu não ia agüentar’. Mas os cinco primeiros anos, para imitar talvez os irmãozinhos que diziam quererem ser padre, ele também dizia que seria, mas, tendo papai mostrado desejo que ele viesse a ser militar, ficou com esta aspiração. E muitas vezes ele dizia: ‘Vou ser general’ . E para que a mamãe se consolasse com o seu futuro militar, ele dizia: ‘Mamãe, a primeira vez que eu vier como militar, nesta casa, lhe levarei a Roma. Você e papai irão morar comigo.’ Ele dizia isto porque uma vez havia me perguntado seu eu desejaria ir a Roma e por que eu não ia. Respondi-lhe que era por não ter recursos.”

Favorecer ambiente familiar onde se pratique as virtudes cristãs

“Ele era modesto em extremo. A última vez que recebeu Nosso Senhor, mandei que o fizesse descalço para não humilhar algumas crianças do engenho que neste dia faziam a primeira comunhão sem sapatos. Ele obedeceu prontamente com todo prazer, o que não se deu com o irmãozinho Marcus, que por ser meio altivo, não gostou, pois estava fazendo também a primeira comunhão descalço.

Era incapaz de faltar a caridade com os companheirozinhos pobres, filhos dos operários do engenho. Ensinava-lhes o catecismo e muitas vezes aconselhava-os a se perdoarem. Gostava de dar seus brinquedos e roupas a estes pequenos.

Dois dias antes de morrer, ele me pediu: ‘Dê ao Carlinhos o meu chapéu de palha’. E veio muito satisfeito mostrar-me o menino assim, pronto com a roupinha.”

O ambiente familiar deve ser uma escola para a vida, onde, por amor, deve-se oportunizar a todos a vivência concreta da caridade para com os necessitados, os pobres, os doentes, os que sofrem… A experiência da alegria interior que brota no coração daquele que se doa é um campo fecundo para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, pautada nos valores fundamentais da vida humana – os valores cristãos. Crianças, jovens e adolescentes que têm essa oportunidade, tornam-se felizes e serão adultos mais humanos, e mais comprometidos com os seus semelhantes.

Laura Martins

Missionária da Comunidade Católica Shalom

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por
Revista Shalom Maná – Ed. Shalom

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