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Partilhando Problemas
Espiritualidade
Programa Direção Espiritual – Canção Nova – de 20/Maio/2010. Neste vídeo Padre Fábio de Melo reflete sobre a importância de falar sobre os próprios problemas, abrir o coração para alguém. Não temos a obrigação de dar conta de tudo o que ocorre de ruim em nossas vidas, precisamos pedir ajuda. É muito importante refletir sobre a origem das mágoas que temos, isto nos ajuda a curá-las. Este hábito de partilhar os sentimentos deve ser cultivado desde pequeno, as crianças devem ser ensinadas à partilhar, não a serem “duronas” e corajosas sempre.
Será que Pensamos como Cristão?
Pensar como Cristão é uma necessidade.
Uma avalanche de pensamentos e conceitos contraditórios assola a vida de todo ser humano, todos os dias. Até aí, nada de novo. É assim desde tempos imemoriais. Mas, então, por que temos a sensação, cada vez mais “palpável”, de que as crises e batalhas que residem nesse campo parecem ser invencíveis? Por que os pensamentos parecem se tornar, tantas vezes, terreno minado, que se teria de evitar para continuar adiante?
Pensar como cristão revela-se oportunidade ímpar de “adorar ao Pai em espírito e em verdade” (cf. Jo 4, 24)
As respostas que damos a estas perguntas, sejam elas quais forem, precisam brotar da reflexão que surge a partir de outra consideração: por que enxergo meus pensamentos como uma espécie de “região maldita”, pedregulhos em meu caminho, e não como trampolim ou base de sustentação para seguir adiante?
Cruzadas
Podemos ter defeitos, viver na expectativa de uma vida melhor e ficar sempre ansioso, angustiado e ficar decepcionado algumas vezes. No entanto, não se esqueça de que sua vida é o maior tesouro do mundo.
Na Idade Média, cavaleiros eram recrutados por autoridades cristãs para percorrer distâncias, cruzar oceanos, continentes em busca do que era Sagrado para a Igreja – As Cruzadas.
Então…
Após uma reflexão sobre este assunto, abordado por um grande sábio e homem de Deus e que está sempre me dando uma direção, um ensinamento. Questiono-me: O que de sagrado precisamos buscar na nossa vida hoje?
Pode ser que esteja naquele amigo que não vemos há muito tempo.
Pode ser que esteja naquele irmão que não falamos mais.
Pode ser o pai e/ou a mãe que passou a ficar em segundo plano em nossa vida.
Pode ser que esteja nos obstáculos ao longo do caminho.
Ou naquele filho com quem não dialogamos mais…
Penso que para ser feliz não é necessariamente ter um céu sempre azul, lindos pássaros cantando, relacionamentos sem desilusões, distâncias sem obstáculos…
A felicidade pode ser encontrada na força de um perdão, na esperança de um reencontro, no amor mesmo nos desencontros, na amizade sincera, no trabalho bem realizado, nos relacionamentos edificantes, na simplicidade dos pequenos gestos…
Ela também pode ser encontrada em um sorriso despretensioso, ou também na reflexão sobre a tristeza.
Viver feliz é reconhecer que a vida vale a pena, apesar dos períodos de crise, doença, incertezas e principalmente nos fracassos. É agradecer a cada manhã pelo ar que respiramos, pela natureza ao nosso redor…
Não sejamos vítimas dos nossos próprios problemas… Sejamos autores da nossa própria história.
Talvez para encontrarmos nosso ¨Sagrado¨, precisaremos atravessar ¨desertos¨… O ¨oásis¨ pode estar escondido em nossa alma.
Pode ser que o ¨Sagrado¨ esteja na porta ao lado do seu quarto esperando um abraço, um beijo; na mesa de trabalho ao lado, precisando de uma palavra amiga; naquele e-mail, telefonema ou abraço…
Hoje pode ser o momento de fazermos a Cruzada em busca daquilo que deixamos pra trás ou que por circunstância da vida, seguimos para caminhos diferentes e por isso precisamos resgatá-las…
Não desista nunca de si mesmo.
Não esqueça as pessoas que te amam.
Não desista de quem você ama.
Não desista nunca de ser feliz…
ALI PODE ESTAR O SEU TESOURO, O SEU ¨SAGRADO¨.
Alessandro B. do E. Santo
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O Sofrimento é Porta
No Evangelho de Lucas 22, 39, Jesus está no Horto da Oliveiras pedindo a Deus Pai: “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra.”
O sofrer figura como uma realidade das mais decorrentes, pois é causa de muito dizer, pensar e refletir. No sofrimento de Jesus, a angústia suprema que O abate é revelada a nós. Ele, por ser Filho de Deus, sofreu; isso é para nos identificar que a cruz não é uma representação nem um teatro, pois Ele não estava representando, mas vivendo na realidade humana por escolha da dura realidade, da conseqüência do Seu viver. Naquele momento, Ele estava com medo.
Temos o direito de chorar e dizer que estamos com medo, porque o peso da vida está sobre nós. Tornamo-nos diferenciado por que nos tornamos humanos demais. Nós ainda não encontramos maquiagem que maqueie nossa dor. O sofrimento é humano, real e concreto. Jesus pede ao Pai : “Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua” . Ele sabia que este momento era uma transição e precisava de Deus para vencer a batalha. Nem o Filho de Deus escapou do sofrimento. Não podemos mudar o sofrimento, mas podemos pedir o milagre de saber conviver com ele. Ainda estou convencido de que o pior dos sofrimentos, nesta vida, é o sofrimento de não saber sofrer.
Quantas vezes você pediu para que o Senhor nos tirasse o sofrimento? Nós não temos como mudar isso. Quando o sofrer bater à sua porta, é melhor abri-la. Se não a abrir, ele vai ficar insistindo. Temos medo de abrir a porta para o desconhecido.
Não podemos negar a realidade por pior que ela pareça. Ela está à nossa frente e precisamos fazer alguma coisa. Por que nós sofremos, então? Porque há, em nós, o conceito de limite. Desde criança nós testamos nosso limite e sofremos por esbarrar nas limitações que nos são estabelecidas.
Nós nascemos porque o organismo de nossa mãe nos expulsou, não agüentava mais, foi porque a relação entre eles (o bebê e a mãe) chegou ao limite. Quando nascemos, a primeira coisa que fazemos é chorar para dizer que estamos no mundo. O organismo da mãe expulsa o filho por amor; e começamos nosso processo humano do sofrimento. Por isso que o ser humano não está pronto, porque precisa superar o próprio limite.
